Situado no Norte Alentejano, em pleno coração do Parque Natural da Serra de S. Mamede, fica o concelho de Portalegre (a 25km), capital de distrito desta região.

O centro urbano desenvolveu-se principalmente a partir do século XVI, época em que foi elevado a sede de bispado e a categoria de cidade. Nos séculos seguintes aqui se instalaram várias famílias nobres e burguesas, facto que contribuiu para a construção de um dos melhores conjuntos de casas solarengas do país.

A cidade apresenta uma forte tradição industrial, remontando a indústria têxtil ao Século XVII. No século XIX surgiu a Fábrica da Cortiça Robinson, dedicada ao fabrico de rolhas de cortiça que é parte integrante da memória de Portalegre e que contém um valioso espólio de arqueologia industrial.

Em 1947 é fundada a Manufactura de Tapeçaria de Portalegre que, pelo seu trabalho artístico, se tornou o “ex-líbris” da cidade.

Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino

O Museu de Tapeçarias de Portalegre – Guy Fino é um museu especificamente dedicado à apresentação, conservação e estudo de uma parcela fundamental do património artístico nacional representado pelas Tapeçarias de Portalegre.
Encontra-se dividido em dois núcleos distintos; no primeiro apresenta-se a componente histórica relativa à Manufactura de Tapeçarias de Portalegre bem como os processos técnicos de execução da Tapeçaria de Portalegre, enquanto o segundo núcleo é dedicado à apresentação exclusiva de obras de tapeçaria seguindo a cronologia da Tapeçaria de Portalegre, desde o seu nascimento em finais dos anos 40 do século XX até à actualidade.

Castelo

D. Dinis ordenou a construção do castelo em 1290 para defesa desta zona de fronteira; contudo, o castelo perdeu a sua funcionalidade ao longo dos anos.
A intervenção realizada no castelo no âmbito do Programa POLIS, assinada por Cândido Chuva Gomes, consistiu na construção de uma estrutura em madeira que uniu as torres e panos de muralha e que tem instalados um restaurante e uma galeria de exposições. A ligação entre as torres é feita através de uma paliçada panorâmica alicerçada entre grandes pedras que foram colocadas a descoberto, acentuando desta forma o volume e a unidade entre as torres.

 Sé Catedral

Templo consagrado a Nossa Senhora da Assunção.
Criada a diocese em 1549, iniciou-se a construção da Catedral a 14 de Maio de 1556. A Igreja de Santa Maria a Grande foi então escolhida para servir de Sé até à inauguração do novo templo.
A D. Julião de Alva, capelão–mor da rainha D. Catarina e primeiro Bispo de Portalegre, coube o lançamento da primeira pedra para a referida construção que só viria a concluir-se durante o Governo do 3º Bispo D. Frei Amador Arrais, mas que continuou a sofrer alterações e ampliações até ao século XVIII. É uma construção onde predomina o estilo renascença, mas com incursões no barroco. O interior contém um magnífico conjunto de pinturas maneiristas, uma importante colecção de talha dourada, e ainda belos conjuntos de azulejos dos séculos XVI a XVIII. Merecem destaque os azulejos da sacristia e o belo arcaz de pau rosa, do início do século XVIII, ali existente.

Casa Museu José Régio

A Casa Museu José Régio demonstra o gosto muito especial que o poeta tinha em recolher “coisas modestas de arte popular”.
Na sua colecção, ao lado de peças de arte sacra peças do dia a dia da vida rural, chavões, pintadeiras, dedeiras, almofarizes, grais para temperos, tachos de arame, estanhos, ferros forjados, mas esta colecção ultrapassou largamente os domínios da etnologia e da antropologia cultural. Existe também ligada a este espaço uma pesquisa de mobiliário de boa marcenaria regional. Também as faianças despertaram o interesse do coleccionador, principalmente os pratos ratinhos, de cariz popular, e também os aranhões de influência oriental.
No que diz respeito à estatuária religiosa, podemos destacar a imensa colecção de Cristos que se tornou ex-libris da Casa Museu.